Rio de janeiro, 05 de Setembro de 2010

Você está aqui: Home > Artigos

65 anos da Bomba Nuclear

Publicado em 17/08/2010 por Alex Mendes

Oi Pessoal!!!
Neste último 6 de agosto nos recordamos dos 65 anos das bombas atômicas lançadas sobre o Japão já no final da 2a Guerra Mundial. Para nós é importante assim compreender não somente o fato em si, mas as motivações e consequências históricas e geopolíticas do acontecimento.
O fato se inicia com a entrada dos EUA na 2a Guerra Mundial motivado pelo ataque japonês à base aeronaval de Pearl Harbor em 1941. Tal ataque provocou a morte de 2403 militares e 68 civis estadunidenses. O então Presidente F.Delano Roosevelt decide que a America se vingará daquele ato considerado covarde e este é um dos motivos do bombardeio nuclear ao solo japonês.
O segundo diz respeito a busca por armamentos nucleares feitos pelos nazistas, o que acelerou a busca dos EUA por um arsenal de destruição de massa. Lembremo-nos contudo que a guerra na Europa já havia terminado em maio de 1945, mas o Japão permanecia aguerrido em combates no pacícido.
A terceira questão dizia conta assim de abreviar o fim da guerra com um número mínimo de baixas pelas forças americanas e ao mesmo tempo - antecipando a guerra fria - mostrar a URSS que os EUA já detinham arsenal nuclear.
Da mesma forma o objetivo caminhava para uma derrota incondicional do Japão o que facilitaria a implantação de bases americanas em seu solo para um possível confronto com os soviéticos.
O lançamento se dá no pacífico e não na Europa (Alemanha por exemplo) devido a dois fatores interessantes: primeiro a distância física da Europa e EUA cuja repercussão na imprensa seria - segundo achavam - relativamente baixa; por outro lado permitiria o ataque em uma ilha que a radiação se dispersasse em direção ao mar, atingindo menos pessoal e com consequencias de mortes menores - embora só no ataque principal tenham morrido 210 mil habitantes.
Por fim iniciava-se a guerra-fria e a bipolaridade e a rendição japonesa permitiria a contenção parcial do expancionismo socialista na Ásia - consolidado mais tarde com a implantação da Doutrina Truman.
O Japão se aproveita da implantação de bases americanas em seu território e passa a gastar pouco com segurança que, aliados ao Plano Colombo e a ajuda comercial, econômica, política dos EUA, o faz atingir o patamar de 2a maior potencia capitalista durante a bipolaridade. Posição esta perdida para a China neste 2o semestre de 2010.
Rosa de Hiroshima (Vinicius de Moraes)
Composição: João Apolinário / Gerson Conrrad
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada
Abaixo segue texto para complementação de estudos.
Um forte abraço e até a APROVAÇÃO!!!
Alex Mendes

O ataque matou 140.000 pessoas e iniciou o debate sobre o uso das armas nucleares
Veronica Deviá
A bomba explodiu liberando 15 quilotons de carga - o equivalente a 15 mil toneladas de TNT –, em uma onda de calor e choque que pulverizou instantaneamente 11 quilômetros quadrados a partir de seu epicentro
Na manhã do dia 6 de agosto de 1945, o mundo conheceu o poder de destruição de uma bomba atômica. A cidade japonesa de Hiroshima foi alvo do primeiro ataque nuclear da história, realizado pelos Estados Unidos, matando milhares de pessoas instantaneamente e outras lentamente, em decorrência dos efeitos da radiação.
Foto: B. Hoffman/Getty Images

Pessoas caminham pelas ruas de Hiroshima semanas após a explosão
Foto: Hulton Archive/Getty

Hiroshima em foto de 1945
A Segunda Guerra Mundial estava em curso desde 1939. Na Europa, a Inglaterra e a União Soviética tentavam conter as forças nazi-fascistas, enquanto os Estados Unidos reuniram suas forças para combater o Japão imperialista. O governo americano buscava revidar o ataque japonês à base de Pearl Harbor em 1941. Após dar ao Japão um ultimato de rendição sem obter resposta, os americanos lançaram sobre Hiroshima a bomba “Little Boy”, transportada e disparada pelo bombardeiro B-29, apelidado Enola Gay e comandado pelo piloto Paul Tibbets.
Passados apenas 57 segundos do lançamento, a 600 metros do solo, a bomba explodiu, liberando 15 quilotons de carga - o equivalente a 15 mil toneladas de TNT –, em uma onda de calor e choque que pulverizou instantaneamente 11 quilômetros quadrados a partir de seu epicentro. Além das 70 mil pessoas mortas no momento da explosão, o número de vítimas dobraria em questão de horas, devido aos graves ferimentos causados por queimaduras e soterramentos. Nos meses e anos que se seguiram, o Japão viu seus milhares de hibakusha – como foram chamados os sobreviventes da bomba atômica – morrerem em decorrência da radiação.
Três dias depois do ataque, os americanos lançaram a segunda bomba contra o porto de Nagasaki, que deixou 70.000 mortos. Ao ver seu país destruído, o imperador Hiroito assinou a rendição japonesa, no dia 14 de agosto. A saída do conflito trouxe o fim da Segunda Guerra, mas marcou para sempre a história mundial, colocando em dúvida o uso deste novo artefato militar.
Após o desastre, Hiroshima construiu museus e memoriais para honrar as vítimas. O local do epicentro da explosão abriga hoje o Parque Memorial da Paz, idealizado pelo renomado arquiteto japonês Kenzo Tange. Às margens do rio Motoyasu, onde foram criados os jardins, encontra-se a Cúpula Genbatsu, uma estrutura que resistiu às explosões, tornando-se um marco na cidade e para os sobreviventes. O complexo conta ainda com um museu, que mostra as ruínas e os objetos que sobraram, como um relógio com os ponteiros parados na hora da explosão, às 8h15 da manhã. O parque tornou-se patrimônio mundial da Unesco, em 1996.


Alex Mendes - é professor de Atualidades e Geografia no Ícone Concursos.

Outros Artigos